Sem medo de Inteligência Artificial: a tecnologia não vai substituir o ser humano

O tema Inteligência Artificial, apesar de estar no radar das empresas como ferramenta crucial para evolução e sobrevivência no mercado, ainda é cercado de muitos mitos e receios infundados. Um deles está baseado em uma falsa ideia de que a IA irá roubar o espaço do ser humano e eliminar postos de trabalho.

Nesse sentido, é preciso analisar a questão por uma ótica mais objetiva e desmitificada, uma vez que a Inteligência Artificial tende a colaborar com a criação de novos postos de trabalho, ao contrário do que prega o senso comum. Segundo projeção feita pela consultoria Gartner, até 2020 a Inteligência Artificial terá criado 2,3 milhões de cargos, enquanto eliminará 1,8 milhão.

Em outras palavras, cargos que ficarão obsoletos serão substituídos por outros novos, os quais vão demandar novos conhecimentos e habilidades. Não há fundamento em imaginar que a Inteligência Artificial será um instrumento de canibalismo de mercado. O que é preciso ter em mente aqui é que os profissionais de tecnologia precisam se empenhar em buscar cada vez mais conhecimento nessa área, para que tenham a base necessária para ocupar os novos cargos que devem surgir.

Ainda sobre mão de obra, há que se ressaltar que a inteligência humana sempre será crucial para garantir a evolução das tecnologias. No processo de aprendizado de máquina, por exemplo, os benefícios só são possíveis se os dados utilizados forem concretos e objetivos. Nesse sentido, é necessária a presença humana para avaliar a qualidade dos dados que serão utilizados e seus níveis de objetividade.

Vale destacar não só as oportunidades que os profissionais da área terão para crescerem, mas também o contexto de transformação do varejo – que só tende a se beneficiar com o desenvolvimento de Inteligência Artificial e aprendizagem de máquina. Essa última, por exemplo, permite que as empresas avancem em seus questionamentos, uma vez que otimiza o processo de interpretação de dados disponíveis. O profissional, por sua vez, deixa de perder um tempo precioso fazendo compilações e cálculos básicos – os quais passam a ser feitos em minutos com o processo de aprendizagem de máquina – e passa a se focar em questionamentos mais avançados.

Kopenhagen, Etna e Hortifruti são alguns dos varejistas que estão abertos a esses processos de inovação e que tendem a crescer expressivamente com um posicionamento favorável a essas novas tecnologias.

Vale a pena reforçar o contexto econômico para que as empresas compreendam a importância de valorizar IA. Estamos vendo um processo vagaroso de recuperação econômica, ainda sustentado muito mais pelo consumo do que por investimentos. Sendo assim, o varejo tende a crescer e se recuperar se estiver focado na gestão de vendas, em controles mais sistemáticos de pontos de vendas estratégicos, na adoção de estratégias eficientes e estruturas mais enxutas.

Há que se considerar que entender os padrões de compra e de perfil do consumidor está se tornando cada vez mais complexo, o que reforça ainda mais o uso da IA para auxiliar as empresas a entenderem melhor suas demandas, as necessidades e interesses dos clientes.


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